Como estão a evoluir os modelos de remuneração das agências de viagens?
JAVIER ZUAZOLA, GERENTE DE TRAVEL ADVISORS GUILD (TAG).
O modelo de remuneração mais difundido na agência de viagens corporativas, regra geral, continua a ser o transaction fee, ou seja, uma taxa por transação. A seu favor podemos dizer que é uma forma mais ou menos transparente de atuar, embora se deva notar que é necessário clarificar bem os conceitos e, em todo o caso, este padrão também tem as suas claras fragilidades, pois estamos a incluir na mesma operação situações que muitas vezes não têm as mesmas particularidades.
Embora existam organizações e agências que praticamente realizam uma ação meramente transacional, ou seja, a reserva e emissão de documentação para tudo o que é inerente à viagem (seja pelo SBT ou através de call centers), existem muitas outras que requerem muito maior valor acrescentado, como é o caso dos serviços de aconselhamento, consultoria e assessoria;adido, assessoria específica, relatórios, análise de dados… Enfim, algumas funções de consultoria a que auxiliam o cumprimento da política de viagens individualizada de cada empresa com o objetivo final de racionalizar ao máximo seus custos, não parecendo lógico incluir tudo sob os mesmos parâmetros.
Por outro lado, no segmento MICE (grupos e eventos) o management fee é normalmente a forma mais comum de colaboração.
Muito menos difundidas, existem certas agências corporativas que oferecem às suas empresas clientes um sistema de remuneração baseado na partilha das poupanças geradas pelas suas viagens corporativas, ou seja, poupanças partilhadas, combinadas com uma taxa de gestão fixa.
Esta opção colide normalmente com o interesse dos departamentos financeiros e de compras, que normalmente têm de orçamentar este tipo de despesas e que quase sempre se sentem mais confortáveis com fórmulas mais fechadas, como a taxa de transação.